terça-feira, 29 de outubro de 2013

Aula 6 (2013.2) - Como incorporar a ambiguidade? Representação e tradução cultural na prática da realização do filme etnográfico




Catarina Alves Costa



"Mais Alma". 56min. 2001.
Filme documentário sobre a criação artística em Cabo Verde, tendo a realizadora seguido, durante a preparação de uma das edições do festival Mindelact, os ensaios e bastidores dos artistas. Foca o nascimento e a discussão das ideias nos grupos, em busca de formas de exprimir uma identidade nova. Destaca-se a força de Orlando Pantera, cuja morte prematura aos 33 anos de idade levou de Cabo Verde um dos mais promissores criadores dos últimos tempos. 


"Senhora Aparecida". 55min. 1994
Em Aparecida, a 50 Km do Porto, a atmosfera em torno da preparação das festas anuais é tensa: o novo padre tenta desencorajar os "pagadores de promessas" de se fazerem transportar em caixões abertos através da aldeia até à capela da Senhora Aparecida. A superstição contra os argumentos teológicos, fidelidade aos votos ou reinterpretação... O conflito é inevitável. É a identidade local e a identidade dos seus habitantes que está em causa. Se este tipo de procissões era comum no norte da Península Ibérica do século dezanove, esta ia ser, provavelmente, a última a ter lugar em Portugal. Na aldeia de Senhora Aparecida preparam-se as festas de Agosto. O andor principal que transporta a Santa deve ter quinze metros de altura. está agora a ser montado e decorado. Aqueles que escaparam à morte celebram agora a vida. a Senhora retribui redistribui o poder que lhe foi concedido... 



"O Arquiteto e a cidade velha". 72min. 2003
O arquiteto português Álvaro Siza é convidado a coordenar a recuperação da Cidade Velha, no Cabo Verde, que se candidata a Patrimônio Mundial da Unesco. O projeto suscita expectativa de melhoria das condições de vida na população local, mas como lugar histórico, primeira cidade fundada pelos portugueses, deve retomar sua estrutura original: telhados de palha. O filme mostra o encontro entre os políticos locais, o arquiteto e a população e as negociações travadas ao longo de três anos.






quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Aula 5 (2013.2) - Kim Longinotto


Kim Longinotto



Womens Make Movie


Shinjukuboys. 1995. 53min.
Documentário sobre três onnabes que trabalham como anfitriões no New Marilyn Club, em Tóquio. Onnabes são mulheres que vivem como homens, e têm namoradas, embora eles geralmente não se identificam como lésbicas. O filme acompanha-os em casa e no trabalho. Todos os três conversam francamente com a câmera sobre suas vidas, revelando seus pontos de vista sobre as mulheres, sexo, travestismo e o lesbianismo. Alternando com estas entrevistas esclarecedoras, há sequências fabulosas dentro do Club, patrocinado quase exclusivamente por mulheres heterossexuais que ficaram desapontados com os homens reais. Este é um documentário notável sobre a complexidade da sexualidade feminina no Japão hoje.

Shinjukboys

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

AULA 02 (2013.2) - O Cinema Observacional


TEXTOS:

Eyeing the Field: New Horizons for Visual Antropology. Grimshaw, Anna
http://pt.scribd.com/doc/34476893/Visualizing-anthropology

A tradição da antropologia visual em Manchester: notas para um exercício comparativo 
Torresan, Angela 

FILMES:

Faces in the crowd, Paul Henley

Parte1        Parte 2


CuyaguaPaul Henley

Parte 1        Parte 2


REALIZADORES:



Robert Gardner


                               http://www.der.org/films/filmmakers/robert-gardner.html


Timothy Asch



Jonh Marshall


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

AULA 01 (2013.2) - A antropologia compartilhada de Jean Rouch: do cine transe à etnoficção





Rouch, J. "On the vicissitudes of the self: the possessed dancer, the magician, the sorcerer, the filmmaker, the ethnographer”. Studies in the Anthropology of visual Communication 5 (1), 1978.

Ferraz, A.L. A experiência da duração no cinema de Jean Rouch. Doc On-line 8. Lisboa, 2010. www.doc.ubi.pt

Henley, Paul. “Shared Anthropology”. The Adventure of the Real: Jean Rouch and the Craft of Ethnographic Cinema. The University of Chicago Press, 2009.

Deleuze, Gilles. “As potencias do falso”. A imagem-tempo. Cinema 2. São Paulo, Brasiliense, 2007.

Fieschi, J.A. As derivas da ficção. Silva, M.A.(org.) Jean Rouch. Retrospectiva. Cinemateca Brasileira, 2009.

FILMES




EMENTA 2013-2


Universidade Federal Fluminense
Instituto de Ciências Humanas e Filosofia
Departamento de Antropologia


Antropologia Visual
Filme Etnográfico: um mapeamento do campo hoje.

Profa. Dra. Ana Lúcia Ferraz


Ementa Um percurso sobre a produção recente de filmes etnográficos e suas influências. Mapear escolas, abordagens e concepções teóricas e de linguagem no campo em estudo.

Objetivos Familiarizar o aluno com um panorama de referencias no filme etnográfico contemporâneo. Provocar situações de análise fílmica e propor a realização fílmica na pesquisa etnográfica.

Formas de avaliação: Ensaio audiovisual, prova escrita e trabalho final.

19/09. A antropologia compartilhada de Jean Rouch: do cine transe à etnoficção
Rouch, J. "On the vicissitudes of the self: the possessed dancer, the magician, the sorcerer, the filmmaker, the ethnographer”. Studies in the Anthropology of visual Communication 5 (1), 1978.
Filmes:
Os mestres loucos. Les maitres fous
Tourou et Biti. Les tambours d'avant.
Ferraz, A.L. A experiência da duração no cinema de Jean Rouch. Doc On-line 8. Lisboa, 2010. www.doc.ubi.pt
Henley, Paul. “Shared Anthropology”. The Adventure of the Real: Jean Rouch and the Craft of Ethnographic Cinema. The University of Chicago Press, 2009.
Deleuze, Gilles. “As potencias do falso”. A imagem-tempo. Cinema 2. São Paulo, Brasiliense, 2007.
Fieschi, J.A. As derivas da ficção. Silva, M.A.(org.) Jean Rouch. Retrospectiva. Cinemateca Brasileira, 2009.
Filmes:
Pyramide Humaine
Cronica de um verão.

26/09. A escola de Manchester. Granada
Paul Henley. Are you happy? Interviews, conversations and ‘talking heads’: verbal testimony in ethnographic documentary.
Henley, Paul. Cuyagua. The saint with two faces.
_______________ Faces in the crowd.

3/10. Desenvolvimentos na Australia: Gary Kildea
Trobriand Criquet
Celso and Cora
Koriam’s Law and the dead who governs.
Arango, Monica L. Espinosa. “A la caza de ballenas: La exploración documental. Entrevista com Gary Kildea. Antípoda n. 9, 2009 :89-111.
Crawford, Peter I. “A retrospective of the cinematographic work of Gary Kildea” World Film Tartu Festo f Visual Culture. 2004.
Deger, Jenifer. “Koriam’s law: film, ethnography and irreconcilable accountings”. Film Review Essay. The Australian Journal of Anthropology. Vol. 8 n. 2 :249-252.
MacDougall, David.Transcultural Cinema. Princeton University Press, 1988.
Taussig, Michael. Mimesis and altherity. A particular history of the senses.  Routledge, 1993.

Denis O’Rourke. Cannibal Tours.
Sobre el rodage de Cannibal Tours.


10/10. Jorge Prelorán
El cine etnobiografico.
Hermogenes Cayo


17/10. Kim Longinotto
Dream Girls
Shinjuku
Eat the Kimono
Gaea girls
The good wife of Tokio.
Site: Women make movies.

BANKS,  Marcus;  RUBY,  Jay.   Made  to  Be  Seen:  perspectives  on  the  History  of  Visual  Anthropology. Chicago, Chicago University Press, 2011. 
 
24/10. Catarina Alves da Costa
Como incorporar a ambiguidade? Representação e tradução cultural na prática da realização do filme etnográfico. Barbosa, Cunha e Hikiji (orgs.) Imagem-Conhecimento: Antropologia, Cinema e Outros Diálogos, São Paulo, Papirus Editora, 2009, pag 127-143.
O arquiteto e a cidade.
Senhora Aparecida
Mais Alma.

31/10. Alyssa Grossman
Choreographies of Memory. Everyday Sites and Practices of Remembrance Work in Post-socialist, EU Accession-era Bucharest. Tese de Doutorado. University of Manchester, 2010.
Memory objects, memory dialogues 26’, 2011.
Into the field.

7/11. Seminário VISURB

14/11. Barbara Glowczevski.
Linhas e entrecruzamentos: Hiperlinks nas narrativas indígenas australianas. Conferências e diálogos: Saberes e práticas antropológicas.  25a Reunião Brasileira de Antropologia. Goiânia 2006.
Glowczevski, Barbara. Entre o espetáculo e a política: singularidades indígenas.
DVD-ROM Pistes de rêves.

21/11. Ana Zanotti.
Olhares em progresso, Olhares em processo: Uma experiência de vídeo participativo com jovens
que habitam um espaço fronteiriço”. Revista Iluminuras. Vol. 14 n.32 UFRGS, 2013.
Seguir siendo.

28/11. Claudia Turra-Magni
Habitantes de rua
A oferenda de sabiá
________________________ e Mauro.
Pink, Sarah. Images, Senses and Applications: Engaging Visual Anthropology. Visual Anthropology, 24: 437–454, 2011.

05/12. Trinh T. Minh-Ha
Reassemblage
Sur name Viet given name Nam
A tale of love
When the moon waxes red. Representation, gender and cultural politics. Routledge, 1991.

12/12. Apresentação de trabalhos

19/12. Apresentação de trabalhos



quarta-feira, 24 de julho de 2013

Aula 12. O estado da Arte

Olá,

segue o texto para próxima aula, na pasta 342 :

. Didi-Huberman, Georges. O que vemos, o que nos olha. São Paulo, Editora 34, 1998.



Lembrando que começarão as apresentações dos trabalhos finais.
Prazo máximo até 01/07/2013. 

domingo, 14 de julho de 2013

Aula 11. A imagem em Walter Benjamin

Olá,

seguem os textos para próxima aula  (18/07/2013), pasta 342:

. BENJAMIN, W. A obra das passagens. Belo Horizonte, EdUFMG, 2007.
__________.  Obras escolhidas. Magia e técnica, arte e política. São Paulo, Brasiliense, 1985.
. TAUSSIG, Michael. “Reflection”.
 

terça-feira, 2 de julho de 2013

Aula 10. MacDougall / Cinema: Observação, Interação e Participação.

Olá,

seguem os textos para a próxima aula (04/07/2013):


. MacDougall, David. Corporeal Image. Film, Ethnography and the senses. Princeton University Press, 2006.


Parte 2 do livro: Films of childhood


Filmes:

. A Série Doon School
 Photo Wallas.

 

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Aula 09. O cinema etnográfico de Jean Rouch: Cine-transe.

Olá,

Seguem os vídeos e textos para a próxima aula (27/06/2013), na sala 516 bloco O:

. Les mâitres fous.



















. Tourou et bitti





Veuves de quinze ans (Filme)

VW Voyou (Filme)


Textos na xerox, pasta 342:

. ROUCH, Jean. Sobre las vicissitudes del yo: El bailarín poseído, el mago, el hechicero, el cineasta, y el etnógrafo”. Miradas cruzadas: Cine y Antropología.

 .MORIN, Edgar. O cinema ou o homem imaginário. Lisboa, Relógio d’Água, 1997

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Aula 08. Análise Fílmica ou Antropologia do Cinema.

Olá,

Seguem os textos para a próxima aula (20/06/2013):



.Bateson, Gregory. “An Analisys of the nazi film Hitlerjunge Quex”. In Mead, Margaret e Metreaux, Rhoda. The study of culture at a distance. The University of Chicago Press, 1953.


.Weakland, J. “Feature films as cultural documents”. In Paul Hockings (org.) Principles of visual anthropology. New York, Mouton, 1995.

.Barbosa, André. São Paulo, Cidade Azul. Ensaios sobre a cidade de São Paulo no cinema paulista dos anos 80. São Paulo, Alameda, 2012.


.Monteiro, Guilherme Setto. Condão caipira. Produção e recepção do cinema de Amácio Mazzaropi. Dissertação de Mestrado em Sociologia. USP, 2012.